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Aparelho avalia condições ambientais da Fundação Cultural

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Publicado em 25/06/2015

Instituição fecha parceria para cuidar do acervo

Datalogger - Aparelho de medição de umidade - usado na Caca Heloisa Alberto Tores - foto Sandro Giron (2)O acervo de mais de três mil livros, documentos, fotografias e mobiliário da Casa Heloísa Alberto Torres (Chat), no centro de Itaboraí, está, desde o último dia 10, passando por monitoramento de umidade e temperatura ambiente por meio de um aparelho de medição chamado datalogger.

Fruto de uma parceria da Fundação Cultural de Itaboraí (FCI) com o Arquivo Nacional, o aparelho ficará até a próxima segunda-feira, dia 22, avaliando as condições ambientais de cada uma das 10 salas da Chat para manter o material histórico conservado. Com base nos dados coletados, um relatório será feito pelo Arquivo Nacional para que a administração da FCI faça mudanças de local e posicionamento do acervo, caso necessário.

“Está medida é de grande importância para a segurança do acervo e é a primeira vez que é feita pela casa de cultura”, informa o presidente da FCI, Cláudio Rogério Dutra.

Segundo o diretor-executivo da Chat, José Américo Monteiro, até janeiro do ano que vem será concluída a redistribuição do acervo que hoje ocupa cinco salas.

“A apresentação do novo layout será feita, até o início de agosto, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para sua aprovação. Com o sinal verde do Instituto, em cinco meses conseguimos terminar toda a distribuição interna das obras. O tempo parece longo, mas é necessário, já que não é uma tarefa simples, afinal temos que obedecer a critérios científicos de manuseio e conservação das obras”, explica Monteiro.

Ele acrescenta, ainda, que será realizado um novo monitoramento também no início do ano.

“É preciso também fazer a medição da umidade e temperatura ambiente das salas no período do verão, para verificar se precisaremos fazer alguma adequação do novo layout do acervo”, acrescenta o diretor-executivo.

Consultoria

Para capacitar os funcionários da Chat para fazer a manutenção do acervo, a FCI está fechando uma outra parceria. Desta vez com a Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), em São Cristóvão.

“Além de um diagnóstico da atual condição do acervo bibliográfico, técnicos do Mast vão ensinar nossa equipe a fazer o tratamento e a manutenção das obras. Um termo de cooperação entre a FCI e o Mast está sendo preparado para enviarmos para o Iphan aprovar”, informa José Américo Monteiro, que recentemente fez um curso de segurança de acervos em instituições museais do Mast, “curso que é referência no país no assunto”, concluiu.

 

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