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Saúde

Vacina: mais de 6 mil doses contra pólio e sarampo no 1º dia

Por Saúde

Publicado em 10/11/2014

Helil Cardozo e Edilson Francisco aplicam a vacina - Foto Sandro GironO Prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, e o Secretário Municipal de Saúde, Edilson Francisco dos Santos, acompanharam, no sábado (08/11), a abertura da 35ª Campanha de Vacinação Infantil contra os vírus da
Poliomelite e do Sarampo na cidade. No primeiro dia da mobilização, o município aplicou 6.722 doses das duas vacinas, sendo 4.622 contra paralisia infantil e 2.100 contra o sarampo. Os dados foram divulgados
pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Imunobiológicos.

Até o final da campanha, no dia 28/11, a meta é imunizar 26,5 mil crianças do município, sendo 14 mil contra o poliomielite e 12,5 mil contra o sarampo. Os números correspondem à meta de cobertura de 95%
dos públicos-alvo da campanha.

Todas as 35 Unidades de Saúde da Família (USF’s) do município, as seis Unidades Básicas de Saúde (UBS), a Policlínica de Especialidades Médicas Vereador José de Oliveira (Filoco), em Manilha, e o Hospital Estadual Tavares de Macedo, em Venda das Pedras, funcionarão das 8h às 17h para atender a população.

O prefeito Helil Cardozo garante que as unidades de saúde do município estão preparadas para atender plenamente a demanda.

“Nossos postos de vacinação estão abastecidos e prontos para servir. A vacina é segura e as reações adversas são raras. É importante que as pessoas não deixem para fazer as imunizações no último dia. É sempre
melhor prevenir do que remediar”, frisou.

O secretário de Saúde, Edilson Francisco dos Santos, enfatizou a importância da campanha de vacinação.

“É importante enfrentar estas duas doenças, de transmissão fácil entre a população. A prevenção é o melhor remédio e conto com a ajuda e conscientização dos pais e responsáveis nesta luta para que possamos
proteger nossas crianças destes vírus”, afirmou o gestor.

Os pais do pequeno Isac Luis Silva de Araújo, 3 anos, morador do bairro Barreiras, chegou cedo ao Posto de Saúde Prefeito Milton Rodrigues da Rocha, no centro da cidade. O pequeno achou a vacina “gostosa” e indolor..

“Não tive medo de nada. Minha irmã falou que não precisava chorar. Vi na televisão que as crianças, depois que tomam a vacina, ficavam contentes. Então ela é boa! E não dói”, afirmou.

A recomendação dos profissionais de saúde é de que os pais e responsáveis devem comparecer à unidade de saúde mais próxima de casa munidos da caderneta de vacinação da criança.

“É para saber se o esquema de imunização está em dia e informar sobre as próximas doses”, explica a coordenadora da Divisão de Imunobiológicos, Norma Sueli de Oliveira.

Poliomielite

É uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança, quando infectada, não morre, mas adquire sérias lesões no sistema nervoso que provocam paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. O Brasil é considerado um país livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, recebeu da Organização Pan-americana de Saúde a certificação de área livre de circulação do vírus.

Para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, a vacinação contra a poliomielite, que não tem contraindicação, terá como população-alvo crianças a partir de 6 meses até menores de 5 anos com a vacina oral
(VOP), as chamadas gotinhas. Para crianças com mais de 6 meses de idade que estejam com esquema vacinal atrasado, é recomendada a vacina inativada da poliomielite (VIP), que é feita de forma injetável.

Em 2013, Itaboraí vacinou mais de 16 mil crianças contra poliomielite, o que representou 115,64% do público-alvo, ficando à frente das cidades que compõem a Região Metropolitana II, composta por Maricá,
Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá.

Sarampo

Diferente da poliomielite, o sarampo ainda é muito presente no mundo inteiro. Há a presença do vírus na Europa, Ásia e África. É uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, manchas vermelhas, coriza e conjuntivite. A transmissão acontece de pessoa para pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, falar ou respirar. A única forma de prevenção da doença é a vacinação.

As campanhas contra sarampo são realizadas desde 1995. Até hoje foram realizadas cinco grandes campanhas, de acordo com a situação epidemiológica vigente. A última aconteceu em 2011. O público-alvo da
vacinação da chamada Tríplice Viral – que também protege contra rubéola e caxumba – são crianças de 1 a 5 anos incompletos que não foram vacinadas A estimativa é promover a vacinação de 12,5 mil crianças, que também representa 95% da cobertura vacinal.

Texto Renata Nery

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