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Educação

Música eleva autoestima de comunidade em Itaboraí

Por Educação

Publicado em 06/10/2015

Maestro Gerly South, comanda a banda da E.M. Genésio da Costa Cotrin  - foto Sandro Giron (3)A canção evangélica ‘Vitória no Deserto’ (“Então eu direi, abra-se o mar/ E eu passarei pulando e dançando em sua presença”) fez grande sucesso no último sábado (03) em Itaboraí. Interpretada pela Banda da Escola Municipal Genésio da Costa Cotrim, no bairro Vila Esperança (antiga Reta), a composição, de escolha dos próprios alunos, abriu o festival que comemorou os 10 anos do grupo e contou com a presença de outros conjuntos, todos formados por estudantes do município. O evento foi organizado pelas diretoras da unidade, com o apoio da Secretaria de Educação e Cultura (Semec).

A escolha da composição não poderia ser melhor, explica o maestro Gerly Sueth, que comanda a banda há 7 anos. Segundo ele, a vitória de um projeto musical em um bairro que durante muito tempo luta para superar diversas dificuldades sociais representa um esforço conjunto entre a  Prefeitura, a escola e a comunidade.

“Foi necessário fazer mais barulho que o preconceito que ecoava entre quem desconhecia a comunidade. Assim, tudo foi dando certo. A música é universal e multidisciplinar. Por isso, fascina tanto os estudantes, à ponto de mudarem o comportamento para permanecer no grupo”, explica Gerly.

A banda de tambores é formada por cerca de 50 alunos da Vila Esperança. Todos os que estão entre o 5º e 9º ano do Ensino Fundamental podem participar gratuitamente. Instrumentos e uniformes são fornecidos pela própria Semec, sem custo aos participantes.

Satisfeita, a diretora geral Ana Cláudia Veira, que há 15 anos comanda a unidade com mais de 1,3 mil alunos, afirma que os pais e responsáveis apoiam a iniciativa, em função do seu impacto social.

Maestro Gerly South, comanda a banda da E.M. Genésio da Costa Cotrin  - foto Sandro Giron (2)“Aos poucos, os estudantes vão compreendendo que, na música, assim como na vida, é preciso organização, sintonia com os pares e respeito às normas. Os próprios pais, ao verem a mudança de comportamento de seus filhos, vêm à escola para agradecer”, explica.

O paizão  

Além de maestro, Gerly é considerado pelos estudantes uma espécie de ‘paizão’. E não é por acaso. Além do trabalho de coordenação musical, ele dá conselhos sobre questões do dia a dia nas horas vagas e conversa também com os responsáveis sobre o comportamento dos jovens. O compromisso além do trabalho rende admiração e respeito na comunidade.

“Ele é mais que um professor. Quando nos dá alguma bronca, sabemos que é para o bem, porque quer o nosso melhor”, diz Ketlen Nunes, de 15 anos. A estudante entrou na banda há dois anos, após se inspirar na tia, que fez parte dos primeiros anos do projeto.

Com dificuldade de aprendizagem, o estudante Caio Menezes, de 21 anos, antes introvertido, ganhou desenvoltura e despontou na sala de aula, após iniciar na banda. Parte desse mérito ele faz questão de compartilhar com o maestro.

“Sempre gostei de música. Devo muito ao professor pela atenção e paciência”, disse Caio.

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