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Saúde
Prefeitura de Itaboraí realiza Fórum Intersetorial de Saúde Mental e Direitos Humanos
Por Saúde
Publicado em 11/09/2019
Dia 10 de setembro é a data que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Por isso, na tarde da última terça-feira, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa de Saúde Mental, organizou o Fórum Intersetorial de Saúde Mental e Direitos Humanos, no Colégio Adventista de Itaboraí, no Centro.
A palestra ministrada pela psicóloga Franciny Freitas teve como tema Promoção à Vida e Prevenção ao Suicídio. O encontro teve o objetivo de motivar o debate não apenas sobre os pacientes atendidos pela Saúde, mas também falando sobre a importância dos próprios profissionais se cuidarem. O evento teve apoio das secretarias municipais de Educação, Cultura e Turismo (Sectur) e a de Desenvolvimento Social.
O prefeito Dr. Sadinoel Souza compareceu ao Fórum e falou sobre a importância dos profissionais que cuidam da área mental. “Penso sempre em como viabilizar os programas e principalmente os equipamentos, em como vamos conseguir pagar isso, mas corremos atrás para não deixar de acolher. Trabalhamos para que a parte técnica possa colocar em prática e ajudar as pessoas que precisam. O paciente da Saúde Mental precisa, acima de tudo, de acolhimento. A palavra é essa, acolhimento”, disse o prefeito.
“A Saúde Mental em Itaboraí não só cresceu, mas tem sido referência na área. Temos contribuído com números importantes até mesmo para o Ministério da Saúde. Fui a Brasília e as pessoas vinham falar comigo sobre os números que apresentamos. Isso se deve a nossa coordenação técnica, por isso deixo aqui meu agradecimento a todos os profissionais que tem se dedicado ao atendimento de todas as pessoas que tanto precisam”, declarou o secretário municipal de Saúde, Júlio César Ambrósio, após agradecer o empenho e a dedicação da equipe do coordenador do Programa de Saúde Mental, Marcos Roca.
A psicóloga, mestre em psicossociologia e pós-graduada na área de Saúde Mental, Franciny Freitas, foi apresentada pela assistente social da área da Saúde Mental e responsável pela organização dos Fóruns Intersetoriais, Denildes da Silva, e comentou sobre o quanto é difícil trazer temas como depressão, suicídio e Saúde Mental para as conversas.
“O comportamento suicida pode ser classificado em três categorias: em ideação suicida, na tentativa do suicídio e no fato consumado. Às vezes, quando falamos sobre essa questão, sabemos que é um tema tabu na sociedade, falar sobre morte não é fácil, ainda mais quando a pessoa tira a própria vida. E estamos aqui hoje justamente para isso, para falarmos sobre esse assunto e não deixar que eles fiquem de lado, que não continue envolto de preconceito”, afirmou Franciny.
“Estou depressiva há 2 anos. Como foi dito pela Franciny, esse problema não tem profissão, não tem classe social, é geral. Quem está passando por isso precisa de um olha diferenciado da família, dos amigos. Sinto muita falta disso, de uma palavra, um carinho. Estou conseguindo me recuperar, com apoio da minha família e de Deus. A vida do depressivo é muito complicada, por isso precisamos de apoio”, contou a professora e pedagoga Vanessa Rangel, de 39 anos.
Após a palestra, alunos do 9º ano que fazem parte do Grupo Teatral da Escola Municipal Professora Cecília Augusta dos Santos, no Outeiro das Pedras, fizeram uma apresentação da peça intitulada “Ninguém Nos Entende”. Aconteceu ainda uma apresentação musical com o tecladista e autor do livro “Quando a Gente Muda”, Daniel Lima; o saxofonista, Marcelo Coutinho e o baterista, Fábio Araújo.
Por Larissa Bastos