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Saúde

Entenda como é o exame para detecção do coronavírus

Por Saúde

Publicado em 02/04/2020

O covid-1, a doença causada pelo novo coronavírus, ainda é uma novidade a nível mundial e o diagnóstico dela ainda é complexo para os profissionais da saúde. Aqui no Brasil a recomendação do Ministério da Saúde é que o exame seja feito apenas em casos graves, já que no país não temos disponíveis kits de testes suficientes para um número abrangente de contaminados.

Mas, para entendermos como funciona o exame, primeiro precisamos assimilar que há dois tipos de testes que detectam a Covid-19: o RT-PCR e os testes rápidos.

O primeiro é o mais assertivo e utiliza amostras de secreção nasal e da garganta do paciente. Aqui em Itaboraí a amostra é colhida dos casos graves pela unidade de saúde e enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro Noel Nutels – Lacen RJ, para uma busca minuciosa pelo material genético do Sars-Cov-2, segundo as recomendações do Ministério da Saúde.

“O resultado sai em uma média de 10 dias, confirmando ou descartando o caso. Isso quando não há filas, mas na situação que estamos essa resposta tem demorado a ser enviada para as cidades em até 14 dias, ou mais”, declarou o subsecretário de vigilância em saúde, Renato Botticini.

Já o segundo tipo de exame é o teste rápido. Nessa forma, também há a coleta de secreção nasal e de garganta, ou sangue. Ele mede a quantidade de dois anticorpos: o IgG e a IgM, que o organismo produz quando entra em contato com o vírus invasor. Acontece que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, ao passo que IgG pode aparecer só mais tarde. E para dar um resultado positivo, é preciso que haja uma quantidade mínima dessas moléculas circulando pelo corpo. Assim, em algumas situações, o exame pode não detectar a presença do novo coronavírus (um resultado falso-negativo). Os resultados desses testes saem entre 10 e 30.

O Ministério da Saúde recentemente anunciou o recebimento de 8 milhões de exames do tipo — a princípio, eles serão destinados a profissionais de saúde e de segurança.

Independentemente da realização dos testes, e de seus resultados, a recomendação geral é para que a população fique em casa. Com ou sem diagnóstico e sintomas, o isolamento domiciliar é a melhor maneira de evitar o contágio desse vírus. Então, não saia de casa ao menos se for por questões inadiáveis e emergenciais. Cuide de você e de quem você ama: se isole.

ASCOM/Secretaria de Saúde

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