VOLTAR PARA O PORTAL DE NOTÍCIAS
Segurança
Ronda Escolar e Ronda Maria da Penha promovem conscientização em escola de Manilha
Por Segurança
Publicado em 02/03/2026
Bate-papo com alunos abordou tipos de violência, medidas protetivas da Lei Maria da Penha e canais de denúncia disponíveis em Itaboraí

“Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”. A frase marcante da cantora e compositora brasileira Elza Soares traduz a ação realizada pelo Grupamento de Ronda Escolar, em conjunto com a Ronda Maria da Penha, na Escola Municipal Antônio Joaquim da Silva, em Manilha, durante a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher. O encontro teve como principal objetivo empoderar e conscientizar adolescentes sobre as diversas camadas que envolvem a violência de gênero, promovendo informação, reflexão e prevenção dentro do ambiente escolar. Vale destacar que a ação vai acontecer durante toda a semana em diferentes escolas da rede municipal de ensino de Itaboraí.
Agentes da Secretaria Municipal de Segurança (SEMSEG) destacaram os ciclos e os diferentes tipos de violência aos quais mulheres são submetidas diariamente no país. Dados recentes apontam um cenário preocupante: em 2025, o Brasil registrou cerca de 3,7 milhões de mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar, além de aproximadamente 1.530 casos de feminicídio. Entre as formas de violência abordadas estavam a física, psicológica, sexual e patrimonial, reforçando que a violência não tem idade, classe social ou endereço.
Durante a apresentação, os estudantes também conheceram as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, entre elas o afastamento do agressor do lar; proibição de aproximação e contato com a vítima (inclusive por telefone, e-mail e redes sociais); suspensão do porte de arma; proibição de frequentar os mesmos locais que a vítima; determinação de pensão alimentícia e suspensão dos direitos de visita.

A coordenadora da Ronda Maria da Penha, Luara Dias, explicou a dinâmica do encontro e a importância do diálogo direto com os jovens.
“Hoje falamos sobre a Lei Maria da Penha, explicamos os tipos de violência e como meninos e meninas podem se prevenir em casos de relacionamento abusivo. As meninas precisam saber identificar os sinais para não permitir que a violência aconteça. Já os meninos, se tiverem exemplos negativos dentro de casa, não devem reproduzir esse comportamento. Nosso objetivo é conscientizar, principalmente para que saibam reconhecer um relacionamento abusivo”, destacou a coordenadora.

Exemplos de crimes recentes contra mulheres na região foram apresentados por meio de reportagens amplamente divulgadas, reforçando as etapas do chamado ciclo da violência: tensão, explosão e “lua de mel”, fase em que o agressor pede desculpas e tenta compensar os abusos cometidos, mantendo a vítima presa a um ciclo de repetição.
A estudante Lorena Resende, de 14 anos, avaliou a atividade como essencial.
“Eu não sabia, por exemplo, que o stalking não se enquadra diretamente na Lei Maria da Penha, achava que sim. Foi muito interessante, porque muita gente precisa saber dessas coisas. Hoje em dia é muito comum casos de violência doméstica e as pessoas acabam normalizando. Ter palestras assim na escola é muito importante, principalmente porque muitos meninos acham normal brincadeiras com empurrões e socos. Achei muito interessante eles terem vindo aqui”, afirmou a moradora do bairro Três Pontes.
A Prefeitura de Itaboraí, por meio da SEMSEG, reforça que mulheres em situação de violência podem e devem buscar ajuda. Os canais disponíveis são: Central de Atendimento à Mulher – 180; CEAM – (21) 2635-3452; Polícia Civil – 197; Polícia Militar – 190 e Guarda Municipal de Itaboraí – 153.
Secretaria Municipal de Comunicação