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Desenv. Econômico
Prefeitura discute preservação da história no Comperj
Por Desenv. Econômico
Publicado em 11/07/2014

A arqueóloga Maria Beltrão, diretora do Parque Paleontológico, e Luiz Roberto, da Petrobras – Foto Edmilson Domingos
A Prefeitura de Itaboraí recebeu, nesta sexta-feira (11/07), representantes da Petrobras para tratar, junto à empresa, de questões referentes à preservação das ruínas do Convento São Boaventura, tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac). O conjunto está localizado dentro da área onde é construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
A reunião contou com a presença da arqueóloga Maria Beltrão, diretora do Parque Paleontológico de Itaboraí e autora de um livro sobre o Convento, do presidente da Fundação Cultural de Itaboraí, Cláudio Rogério Dutra, e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Integração com o Comperj, Luiz Fernando Guimarães. Também compareceram a diretora do Inepac Denise Mendes e a arquiteta da instituição Maria Regina Matos.
“O encontro foi muito importante para que possamos implementar um projeto definitivo de restauração e preservação das ruínas, com a participação de todas as partes envolvidas”, disse Luiz Fernando Guimarães.
Entre os itens discutidos está a liberação da área para a visitação turística. O encontro desta sexta-feira foi o primeiro entre a Prefeitura e a Petrobras visando discutir exclusivamente as questões a respeito das ruínas do antigo Convento. Uma próxima reunião será agendada para este mês, quando a Prefeitura deve iniciar a preparação de uma minuta para orientar os trabalhos, definindo as responsabilidades de todas as partes, com o município participando ativamente do projeto.
“Já tenho um acordo firmado com a Universidade de Foggia, na Itália, que é referência em restauração histórica e arqueológica, para nos ajudar nessa questão”, disse Maria Beltrão. “Vamos seguir buscando mais parcerias. Nossa memória tem que ser preservada”.
A Petrobras enviou à reunião seu gerente de recuperação e preservação do patrimônio histórico, Luiz Roberto Meneghetti. Segundo ele, a empresa tem interesse em preservar as ruínas.
“É de total interesse da Petrobras a consolidação do local, e ficamos muito felizes com a intenção da Prefeitura e dos demais interessados em participar do processo”, disse o gerente.
O Convento de São Boaventura
Em 1612, época do início da então freguesia de Santo Antônio de Macacu ou Casserebu, foi fundada uma capela em homenagem a Santo Antônio. Com o crescimento da população, houve a recomendação de se construir um convento no local, que vem a ser justamente o de São Boaventura. A freguesia tornou-se vila em 1697, recebendo o nome de Vila de Santo Antônio de Sá. No entanto, sua decadência teve início com as chamadas febres de Macacu (cólera e malária) ocorridas em 1828 e 1836, devido à insalubridade do local, resultante da formação de bancos de areia na foz do Rio Macacu e das chuvas que, após um período de seca, levaram ao trasbordamento do rio, inutilizando as terras. Os moradores abandonaram a região, e os frades deixaram o convento, até que a vila extingui-se, com o último guardião deixando o local em 1841, restando apenas suas ruínas
denise mendes diretora de [patrimonio
maria regina matos arquiteta do inepac
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