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Saúde
Programa de Controle da Tuberculose comemora bons resultados
Por Saúde
Publicado em 22/12/2014
Se adquirir tuberculose uma vez já é muito ruim, imagine ser infectado por três vezes? Foi o que aconteceu com a vendedora Selma Borges Ferreira, 42 anos. Paciente do programa de Controle da Tuberculose de Itaboraí, a moradora de bairro Amaral lutou incansavelmente por 16 anos contra a doença e ficou curada. Ela e outros pacientes comemoraram a conquista da nova vida durante confraternização de Natal realizada no Colégio Estadual Visconde de Itaboraí (CEVI).
A história de Selma começou em 1998, com uma tosse seca, cansaço excessivo, dor no corpo e emagrecimento acentuado. Logo que recebeu o diagnóstico de tuberculose, fez o tratamento e ficou bem. Dez anos depois ficou doente novamente pelo mesmo motivo. Tomou os medicamentos para curar a doença e conseguiu superar mais um desafio. Em 2012, foi surpreendida mais uma vez com a mesma enfermidade. E desta vez, o bacilo de Koch estava mais resistente. Os medicamentos básicos não conseguiram fazer mais efeitos.
“Os médicos sempre me falaram que o bacilo da tuberculose poderia voltar, mas eu achava que estava curada daquilo e nunca mais iria ter esta doença de novo. Da última vez foi pior. Tive que tomar uns remédios diferentes, junto com injeções também, durante 27 meses, sem parar. Fiquei muito desanimada, isolada, sozinha. Perdi minha mãe que morreu câncer. Um sofrimento grande”, conta Selma. “Em julho, tive alta médica e não tomo mais nada. Estou curada. Faço apenas acompanhamento trimestral”, comemora.
Em Itaboraí, 85 pacientes infectados estão em tratamento na rede pública. E mais 34 pessoas estão tomando preventivamente o medicamento para evitar o contágio da doença na família. Atualmente, o município apresenta índice de cura de 75% e taxa de abandono de 6%. Este resultado positivo já está perto de atingir as metas pactuadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5% para abandono e 85% para cura.
Todos os pacientes que fazem o tratamento sem interrupção têm direito a vale transporte e cesta básica. Também são visitados diariamente pelos agentes comunitários de saúde para tomar a medicação. É o chamado Tratamento Diretamente Observado de Curta Duração (Dots), receitado pela OMS para evitar desistência dos pacientes.
Além do tratamento gratuito e supervisionado que o município oferece, a equipe do programa promove diversas ações educativas por meio de palestras, rodas de conversas, distribuição de material informativo em campanhas e ações sociais e atendimento nas unidades de saúde.
A coordenadora do programa municipal de Controle da Tuberculose, Maria José Fernandes Pereira, afirma que o município está perto de alcançar os objetivos e voltar a ser considerado cidade modelo para o país no controle à tuberculose, título alcançado em 2007.
“Nosso objetivo é ampliar o atendimento aos pacientes para melhorar a taxa de cura. Para isso, vamos reforçar a adesão ao tratamento e a redução ao abandono”, afirmou. “Se os pacientes tiverem uma boa alimentação o efeito da medicação se torna mais eficiente e o contágio é evitado. A tuberculose pode atingir qualquer pessoa, que esteja ao lado de quem estiver tossindo, porque não sabemos se ela está gripada com a doença. Todo mundo corre esse risco”, explica Maria José.
No caso de tosse contínua por mais de três semanas, é aconselhável que o paciente procure a unidade de saúde mais próxima. A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito na rede pública, dura seis meses e não pode ser interrompido. Mais informações pelo telefone 3639-1852.
Texto Renata Nery
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