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Itaboraí finaliza discussão do Sistema Municipal de Cultura
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Publicado em 03/02/2015
A Prefeitura de Itaboraí, por meio de sua Fundação Cultural, promoveu no sábado (31/01), o último encontro com a sociedade civil para a construção do Sistema Municipal de Cultura (SMC). Ao todo, foram 10 reuniões promovidas junto à população em diversas regiões da cidade, desde julho de 2014, visando recolher sugestões.
Foram registradas 244 propostas, resultantes dos encontros, e todas foram sistematizadas e organizadas em plenária. Também foi constituído, no sábado, o Grupo de Trabalho (GT) que será responsável pela elaboração do texto final. O GT é composto de forma paritária, sendo designados cinco integrantes do poder público e eleitos outros cinco representantes da sociedade civil, num total de 10 pessoas. Eles têm o prazo de três meses para encaminhar o texto para o Executivo.
Logo após, o documento será apresentado à Câmara de Vereadores para votação e, em seguida, devolvido ao prefeito de Itaboraí, Helil Cardozo, para que possa ser sancionado. Entre as propostas estão a criação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Agenda Cultural da cidade, a valorização de festivais de música e o mapeamento e pesquisa dos territórios do município, entre outras.
Segundo o presidente da Fundação Cultural de Itaboraí (FCI), Cláudio Rogério Dutra, o SMC irá direcionar o Plano Municipal de Cultura para os próximos 10 anos e, dentre outras coisas, definir um novo Conselho e a instituição do Fundo Municipal de Cultura do município.
“Todas essas mudanças também credenciarão Itaboraí para receber recursos federais e estaduais, pois a implementação do SMC será exigência legal para os investimentos públicos no município em projetos culturais”, ressaltou Dutra, parabenizando os presentes pela participação no encontro.
Gilciano Menezes Costa, 37 anos, professor de pós-graduação na Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do projeto “História de Itaboraí: pesquisa, memória e educação”, em parceria com o professor Luiz Maurício Arruda, esteve presente em quatro encontros distritais para a implementação do SMC.
“Decidi participar por estar envolvido na minha área de trabalho e pela carência existente de longa data. Discutimos questões que são demandas antigas, como por exemplo, a construção de materiais pedagógicos sobre a localidade. Além de apontamentos sobre a valorização do patrimônio material e imaterial da cidade, questões culturais que contemplam o desenvolvimento da identidade local, dentre outros”, ressaltou Gilciano, morador de Joaquim de Oliveira.
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