Número de gestantes sem nenhum pré-natal cai 65,5% em Itaboraí
Por Saúde
Publicado em 25/06/2015
Óbitos maternos e taxa de mortalidade infantil também apresentam redução
Dados do departamento de Vigilância Epidemiológica de Itaboraí mostram que das 3.603 gestantes que tiveram bebês nascidos vivos, em 2014, no Hospital Municipal Desembargador Leal Junior (HMDLJ), apenas 20 não realizaram nenhuma consulta de pré-natal. Em comparação com 2013 houve uma redução de 65,5%, quando o quantitativo de mães sem nenhuma consulta era de 58. Esse é o menor índice desde que o levantamento passou a ser feito em 2010.
Já o número de gestantes com mais de 7 pré-natais saltou de 2105 em 2013, para 2.347 no ano passado. Esses resultados também foram acompanhados do número de bebês nascidos vivos. Em 2010 foram 3.125 crianças, contra 3.603 em 2014. Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SEMS), quanto maior o número consultas de pré-natal, maior também é a probabilidade da criança nascer com vida e saúde.
Para a enfermeira do Programa Municipal de Saúde da Mulher, Flávia Vilasboas, investimentos recentes em qualificação e atualização dos profissionais das unidades de saúde podem ter contribuído para esse resultado.
“Em outras palavras, o pré-natal nada mais é que o acompanhamento médico com o objetivo de prevenir, orientar, esclarecer e informar qualquer alteração no diagnóstico da gestante e do bebê. Isso é importante porque, durante os noves meses de gestação, tudo o que ocorre com a mãe, também tem impacto na saúde do bebê. Nos últimos anos, além de reforçarmos o esclarecimento às gestantes com relação a essa importância, estamos qualificando mais e atualizando melhor nossos profissionais a fim de melhoramos a qualidade do serviço prestado”, disse Flávia.
Óbitos maternos caem 75%
Outro indicador em declínio é o de óbitos maternos. Em 2014 foi registrada somente uma morte, segundo o Sistema de Informação Sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM). Enquanto em 2013 foram 4 casos. Ou seja, uma redução de75% de um ano para outro. A taxa de mortalidade infantil também apresentou uma leve redução era de 13,4 a cada 1.000 nascidos vivos em 2013 e, em 2014, caiu para 10,3.
Para a presidente do Comitê Estadual de Óbito Materno, Tizuko Shiraiwa, mesmo diante do aumento populacional nos últimos, Itaboraí conseguiu impedir a elevação dos indicadores, já os últimos resultados ficaram estáveis. Ainda segundo ela, o caminho para continuar baixando esses números é a manutenção da política de qualificação.
“A gente reconhece o esforço da prefeitura de Itaboraí em conter os indicadores, sobretudo, diante das novas demandas decorrentes do novo fluxo populacional. Cabe agora ao comitê analisar esses números e sugerir propostas para que eles continuem em declínio”, ressalou Tizuko.
O que é o comitê
O Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal foi criado através da resolução municipal em janeiro deste ano. Ele formado por representantes de todos os programas municipais de Saúde, Conselho Tutelar, Instituto Médico Legal, Centro de Referência da Mulher Vítima de Violência, entre outros órgãos. Entre suas atribuições estão a identificação do número real de Óbitos; o levantamento das circunstâncias da mortalidade e a elaboração