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Meio Ambiente e Urbanismo

Itaboraí realiza I Encontro sobre Mineração e Patrimônio Paleontológico do RJ

Por Meio Ambiente e Urbanismo

Publicado em 30/08/2018

9cbb641b-0483-4514-a6e8-4d397c0398d3A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Itaboraí, por meio de parceria entre a Secretaria de Segurança e o Grupamento Especial de Proteção Ambiental Municipal – Gepam, apresentou nesta quarta-feira 29/08, no Parque Paleontológico de São José, o I Encontro sobre Mineração e Patrimônio Paleontológico do Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo foi aproximar e estreitar as relações entre a Secretaria de Meio Ambiente e a Agência Nacional de Mineração – ANM, agência reguladora e fiscalizadora das atividades minerarias do município.

O encontro reuniu especialistas nas áreas de Arqueologia, Paleontologia e Geologia, que destacaram diversos temas, dentre eles, a importância do Parque Paleontológico para a região. Além dos investimentos realizados no local, propagação do conhecimento para melhor administrar a mineração e os recursos minerais, legislação e direito minerário, mineração na cidade e a importância social da mineração para a região e localidades em torno, foram discutidos.

40e7470c-9926-4a25-8511-e34b82010703De acordo com a Secretária de Meio Ambiente e Urbanismo, Paloma Martins, a meta do congresso foi oportunizar a cooperação da ANM, autarquia federal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, responsável pela gestão da atividade de mineração e dos recursos minerais brasileiros, com a cidade, beneficiando o Parque de São José.

“Nosso intuito é reavivar esse tipo de relação, com a intenção de trazer cursos, qualificação e orientação para os ceramistas e para as pessoas que trabalham com extração mineral no município. Além de promover a divulgação do Parque Paleontológico de São José, atraindo ainda parcerias para continuar a revitalização e melhorando a imagem do local”, ressaltou Paloma.

b750fd64-e1aa-4730-ab67-3b0c72757c18Para a paleontóloga e especialista em recursos minerais da ANM, Márcia dos Reis Polck, os projetos direcionados ao parque, poderão gerar recursos que beneficiarão toda região, tanto em termos culturais, como educacionais e turísticos.

“Queremos chamar a atenção das políticas públicas e valorizar esse patrimônio paleontológico e integrar vários órgãos, universidades e a população, assim como as escolas territoriais na parte educativa. A partir do momento da divulgação, surgirão as verbas para a cidade e o próprio turismo da área pode garantir uma renda para os moradores locais e todos sairão lucrando”, frisou Márcia.

cf5ff9f4-d28d-45c9-8a80-d612b9d662e9Segundo o advogado e especialista ambiental, Luiz Flávio Morales, a promoção do evento trouxe dois aspectos que ofereceram informações sobre a questão da proteção e que ultrapassam a questão da exploração mineral, pelo fato de São José ser uma veia forte que gera divisa na cidade e de impacto social, mas que podem aliar as vertentes, extração e preservação focando ainda o desenvolvimento regional.

“Esse trabalho é muito aplaudido, pois está conseguindo dar um passo concreto, no sentido de trazer um pouco a mais de gestão, tanto para o espaço como todo, desde turismo à educação, ajudando ainda o desenvolvimento regional. Sabemos 2f0eb9bd-5003-4782-979c-d85d072b2706que é um trabalho a médio e longo prazo, mas que precisa ser apoiado. Dentro de uma visão de políticas públicas e ambientais, é fundamental a conservação ambiental, para o desenvolvimento da política regional, a importância torna-se maior pela questão do turismo em função das riquezas que ainda temos aqui”, comentou Flávio.

Ao final do encontro, todos receberam certificado e juntos, seguiram até ao deck contemplando a beleza da localidade.

Por Angélica Nascimento / Fotos Sandro Giron

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