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Acervo histórico de Itaboraí será restaurado e digitalizado

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Publicado em 14/09/2015

IMG-20150904-WA0017O município de Itaboraí está prestes a colocar seu principal acervo à disposição de qualquer pesquisador no mundo. Isso porque, pela primeira vez, livros históricos da Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres (CCHAT) e da secretaria municipal de Educação e Cultura (Semec) estão sendo recuperados e digitalizados. O projeto, batizado de “Acervo Digitais”, conta com o apoio do Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), vinculado ao Arquivo Nacional do Ministério da Justiça, e da subsecretaria de Tecnologias Educacionais e Informação (Sutedi). A iniciativa permite, no futuro, a disponibilização do material na internet.

Parte desse conteúdo conta com registros e textos de nomes consagrados no cenário nacional tais como o escritor Joaquim Manuel de Macedo, o teatrólogo João Caetano e o jornalista Alberto Torres, todos nascidos na cidade, além de um registro da escravidão no Brasil.

“O nosso desejo é facilitar o acesso de cidadãos, pesquisadores, universitários e professores a esses bens tão preciosos e que ajudam a contar parte da nossa história”, afirmou José Américo Cardoso, responsável pela administração da Fundação Cultural de Itaboraí e um dos nomes à frente do projeto, que tem como parceiro o professor de história do município, Carlos Alexandre Chavão.

Já de acordo com o presidente da Fundação Cultura de Itaboraí (FCI), Cláudio Rogério Dutra, para que a recuperação fosse possível, um grupo de funcionários da Biblioteca Municipal Joaquim Manuel de Macedo, que funciona próxima à CHAT, participou, meses antes, de uma Oficina de Pequenos Reparos. A capacitação foi oferecida gratuitamente pela prefeitura em parceria com o Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Eles podem consertar rasgos em páginas, assim como machucados em lombadas de livros. Para a prefeitura, saiu mais econômico capacitar os nossos próprios servidores do que contratar uma empresa para fazer esse trabalho”, acrescentou Cláudio.

Acervo

O acervo possui uma variedade de documentos, fotos, jornais, arquivos de áudio e vídeos datados do século XX. No total, são cerca de 3 mil livros pertencentes à Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres e aproximadamente 800 da Sala da Memória, que pertence à secretaria municipal de Educação e Cultura.

O processo de recuperação é divido em cinco partes: inventário, higienização, tratamento, digitalização e acondicionamento.

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