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Exposição sobre o sec 20 celebra os 205 anos da CHAT
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Publicado em 16/09/2015
Mostra tem acervo do Arquivo Nacional e palestra de ex-ministro dos Transportes do governo Itamar Franco sobre a criação do Plano Real
Para comemorar os 205 anos do prédio que hoje abriga a Casa Heloisa Alberto Torres (Chat), a Fundação Cultural de Itaboraí (FCI) trouxe para a cidade a exposição “50 anos de Desenvolvimento Nacional”, realizada em parceria com o Arquivo Nacional. A abertura acontece nesta quinta-feira (17), às 16h, na data em que é celebrado o nascimento da antropóloga que dá nome ao local, e que faria 120 anos. A mostra reúne 67 imagens das últimas cinco décadas do século 20 da história do Brasil, com ênfase nos aspectos econômicos que marcaram o período.
O evento terá uma palestra do secretário municipal de Transporte de Itaboraí, Claudio Ivanof Lucarevschi, ex-ministro dos Transporte do governo Itamar Franco.
“Para quem gosta de história, será uma palestra de grande valia, pois Ivanof falará sobre como foi planejado e implantado o Plano Real no governo Fernando Henrique Cardoso. Já a exposição mostra fotos do desenvolvimento econômico do Brasil de Getúlio Vargas a FHC”, informa Presidente da FCI, Cláudio Rogério Dutra.
Chat
A Chat é um dos prédios que compõem o Centro Histórico de Itaboraí, e funciona como um centro cultural, abrigando mostras, palestras, cursos e outras atividades.
“O prédio é um sobrado representativo da arquitetura urbana brasileira do século 19, e que foi doado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) após o falecimento da antropóloga Heloisa Alberto Torres para tornar-se um centro de difusão cultural. Como é um item tombado pelo Iphan, suas características arquitetônicas e seu acervo estão preservados”, explica Claudio Rogério.
A Chat conta com um acervo de mais de 5 mil obras. No sobrado, funciona também a sede da FCI.
“A Chat guarda a memória de Itaboraí e da família Alberto Torres. São registros arqueológicos e da história da escravidão e do Brasil Colonial de todos os municípios do Conleste”, explica o presidente da FCI.
Sobrado colonial construído para abrigar a residência do Marques de Rosa, a obra do prédio foi iniciada no fim do século 18 e concluída em 1810.
“Em 1963, as irmãs Heloisa e Marieta Alberto Torres procuravam um lugar para abrigar o acervo bibliotecário, mobiliário e iconográfico do pai, Alberto Torres, quando elas se depararam com a casa. Após a compra, o imóvel sofreu adaptações em uma obra que durou sete anos. Inclusive, um elevado foi instalado, possivelmente o primeiro de Itaboraí, para locomoção das irmãs Torres, que já eram idosas. No entanto, as características originais do prédio foram mantidas”, explica Dutra.
Mulher de destaque
Heloisa Alberto Torres foi considerada umas de 10 mulheres de maior destaque no século 20 no Brasil. Sua história faz parte da exposição “Tarsila do Amaral e outras mulheres modernas”, em cartaz no Museu de Artes do Rio (Mar).
“Itaboraí passou a se referência em pesquisa acadêmica, principalmente na antropologia e sociologia, muito por conta da Heloísa Alberto Torres e de seu pai, Alberto Torres”, acrescenta o presidente da FCI.
Heloisa morreu aos 81 anos, em 23 de fevereiro de 1977, vítima de insuficiência respiratória. Seu corpo foi sepultado no mausoléu da família Torres, no Cemitério de Porto das Caixas, em Itaboraí, como era seu desejo.
A exposição “50 anos de Desenvolvimento Nacional” ficará em cartaz até o dia 3 de outubro. De segunda a quinta-feira, das 9h às 16h30, sextas-feiras, das 9h às 22h e sábados das 19h às 22h. Domingo a casa de cultura não funciona. A Chat fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, 303, centro de Itaboraí. Mais informações: 3639-2022.
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