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Saúde

Itaboraí auxilia estudantes com obesidade e magreza extrema

Por Saúde

Publicado em 06/11/2015

Nutricionista Marcele Aguiar - Foto Priscila Marins - CópiaCom apenas nove anos, Vitória já pesa 69,5 kg, quase 15 acima do que está definido no Caderno de Vigilância Alimentar do Ministério da Saúde (MS). Por meio de uma iniciativa da prefeitura de Itaboraí, ela e outros 170 estudantes da rede municipal de ensino em situação de magreza extrema ou obesidade grave foram avaliadas e serão acompanhadas mensalmente por nutricionistas. O grupo foi identificado a partir de um levantamento realizado no início do ano com cerca de 6.700 crianças. O objetivo é reduzir o número de casos de discrepância de peso nas unidades escolares.
 
“Geralmente, levo biscoito e suco para a escola. Às vezes, também como salgadinhos”, diz Vitória, que a partir de agora deverá seguir a dieta estabelecida pelos profissionais da Secretaria de Saúde de Itaboraí.
 
Da mesma forma, o aluno Pedro Cardozo, de 13 anos, também terá que mudar a rotina alimentar.
 
“Gosto muito de refrigerante. Se deixar, bebo quase 2 litros por dia”, contou Pedro, acompanhado da mãe, Regiane Cardozo, que diz não aprovar o habito do estudante.
 
As ações para corrigir as distorções no peso são promovidas pelo Programa Municipal de Alimentação e Nutrição (Pan), em parceria com o Saúde na Escola (PSE). Em virtude da Semana de Vigilância Alimentar e Nutricional, realizada pela Prefeitura entre 26 e 4 de novembro, as equipes realizaram nova pesagem e conferiram a altura das crianças que passaram pelo levantamento antropométrico no início do ano. Esse instrumento é usado para apontar as médias corporais.
 
“A consulta individual dura entre 20 e 40 minutos. É importante que os pais se conscientizem da importância de levar as crianças às consultas. A partir da obesidade, podem surgir outras complicações, como diabetes e hipertensão”, explica a nutricionista Marcele Costa Aguiar, que realiza os atendimentos, ao lado de outras quatro profissionais.
 
Pesquisa 
 
De acordo com o estudo feito pelo Programa Saúde na Escola (PSE) no início deste ano, dos 6.772 anos do município que participaram do levantamento, 14% estavam acima do peso e outros 10,8% em estado de obesidade. Uma nova pesquisa será feita nos primeiros meses de 2016 para constatar o resultado das atividades.
 
Além da consulta com especialistas, as equipes realizam periodicamente peças educativas e paródias a fim de conscientizar os alunos. Os professores também são orientados a falar sobre o tema em sala de aula.

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