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Habitação e Serviços Sociais
Mães do Vida em Movimento entram em campo
Por Habitação e Serviços Sociais
Publicado em 08/05/2015
O futebol no Estádio Municipal Alziro de Almeida, o Alzirão, em Itaboraí, deu lugar a um aulão de Zumba, em comemoração ao Dia das Mães, nesta sexta-feira (08). O evento reuniu mais de 800 integrantes do projeto Vida em Movimento, da Secretaria Municipal de Habitação e Políticas Sociais. A manhã dançante foi ao som da Banda da Guarda Municipal, que animou o encontro com muito axé, forró, samba e sertanejo. Todos os participantes ganharam uma lembrança artesanal e um lanche ao final.
O prefeito Helil Cardozo também participou do evento, junto à coordenadora do projeto, a primeira-dama Ana Maria Cardozo. Além de homenagear as mães, a manhã de confraternização também teve o objetivo de unir ainda mais os participantes do programa, segundo Ana.
“Temos que aproveitar datas com essaa para promover ainda mais interação entre eles, já que são 25 polos espalhados pelo município e muitos acabam só se vendo em nossos eventos”, revela Ana Cardozo, afirmando que pretende ampliar o projeto para Sambaetiba e Muriqui. “São os dois únicos bairros que o programa ainda não atende”.
O integrante mais idoso do Vida em Movimento é Augusto Antônio da Costa, de 90 anos. Viúvo desde 2007, ele frequenta o polo de Visconde de Itaboraí. Apesar de ter 12 filhos, 17 netos e 10 bisnetos, ele diz que se sentia muito sozinho antes de entrar para o programa.
“Moro com uma de minhas filhas, mas ela trabalha e fica o dia inteiro fora. Além de não me sentir mais triste, deixei de ter dores na coluna e nas articulações”, conta o idoso.
A moradora de Venda das Pedras Laurita Monteiro Barcellos, 74 anos, diz ter se curado das dores na coluna e da labirintite.
“Se não fizesse parte do projeto, acho que hoje estaria em uma cadeira de rodas”, revela a idosa que têm sete filhos e 10 netos.
Zenalde Rodrigues Gomes, de 54 anos, conhecida como Joelma por sua semelhança com a cantora da banda Calipso, diz que superou uma depressão profunda, causada pela perda de um filho.
“Ele morreu em 2006, e eu tinha perdido a razão de viver. Hoje, superei aquele tristeza sem fim”, conta Zenalde.
Mesmo cega da vista esquerda e com apenas 70% de visão do olho direito, ‘Joelma’ não perde um dia das aulas de dança no Polo do Centro.
“Se não fosse essa ‘família’, acho que eu nem existiria mais”, diz.
Juliana dos Santos, 67 anos, afirma que a hidroginástica é a atividade que mais gosta no Vida em Movimento.
“Além de fazer exercício, a minha vida social melhorou muito. Como mãe e avó, fico feliz em ser lembrada pelo Vida em Movimento”, afirma a idosa que mora em Ampliação.
Projeto mantido
O prefeito Helil Cardozo aproveitou a manhã para também se descontrair e ensaiar alguns passos junto aos idosos. Ele garantiu que, mesmo com a crise de arrecadação que atinge a cidade por causa da paralisação das obras do Comperj, não haverá contingenciamento de verba para o Vida em Movimento.
“Todos sabem que vivemos um momento financeiro difícil, com corte de verbas e redução de salários. Mas se há um projeto no qual não irei mexer é o Vida em Movimento. É uma ação de extrema importância, que não pode parar nem ser reduzida. Uma prova de que está dando certo é esta grande quantidade de integrantes neste evento, mesmo com o dia chuvoso”, avaliou Cardozo.
Daniele Carvalho, de 38 anos, professora de educação física dos polos do Centro e Picos, diz que se sente privilegiada em fazer parte do grupo de 30 profissionais envolvidos.
“Um idoso chegou em nosso polo com quadro de mal de Alzheimer e de Parkinson e vivia levando tombo. Agora, os próprios médicos disseram que ele teve uma melhora significativa. Para nós, professores do projeto, é muito gratificante ver resultados como esse”, revela Daniele.
Como funciona o Projeto
Cerca de 2 mil integrantes a partir dos 50 anos participam do projeto Vida em Movimento, que é dividido em 25 polos. Os alunos com restrições físicas se beneficiam com aulas de hidroginástica. O programa oferece, ainda, oficinas de informática, artesanato, tricô, crochê, pintura em tela, pintura em tecido e aula de dança de salão, ministrados por profissionais de áreas específicas, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, no polo do Centro. Há também aulas do 1º ao 5º segmento, com 67 idosos matriculados no Educação de Jovens e Adultos (Eja), no anexo da Escola Municipal Terezinha de Jesus funcionando no período diurno. Atividades físicas compostas por alongamento, trabalho específico de articulação, força e equilíbrio, acontecem duas vezes por semana, com uma hora de duração em cada polo.
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