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Meio Ambiente e Urbanismo

Meio Ambiente promove caminhada ecológica a Lagoa de São José

Por Meio Ambiente e Urbanismo

Publicado em 29/05/2018

42364527362_4208c72b87_zDurante a manhã do último domingo (27/05), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, promoveu uma caminhada ecológica no Parque Paleontológico de São José, em Cabuçu. A atividade aberta ao público reuniu cerca de 30 pessoas, entre eles representantes da secretaria de Meio Ambiente, a vereadora Joana Lage, além de professores e estudantes. A ação teve como objetivo, comemorar o Dia da Mata Atlântica, além de conscientizar a população sobre a importância da preservação da natureza.

O percurso de três quilômetros durou aproximadamente 2h, partindo na entrada principal do Parque, que é famoso mundialmente entre os profissionais de paleontologia, arqueologia e geologia. A grande atração do passeio está no entorno da Lagoa e São José, transformado em sítio paleontológico. Em 1986, foram encontrados no local os primeiros fósseis de um Xerroengulado no Brasil, uma preguiça gigante pré-histórica, sua réplica em tamanho natural pode ser visitada nas instalações do Parque. O passeio foi finalizado as margens da Lagoa. Todo percurso foi acompanhado por funcionários do Grupamento Especial de Proteção Ambiental – GEPAM e pelo guia Diego Goulart, que forneceu todas as informações sobre a história do museu ao ar livre.

42364526812_e80827a23a_zApreciando a paisagem, a vereadora Joana Lage ressaltou sobre a importância da preservação do local e comentou algumas possíveis soluções para levar melhorias para o Parque Paleontológico de São José.  “O passeio foi muito agradável com este ambiente arborizado, tenho certeza que este dia vai ficar na lembrança. Precisamos montar projetos para transformar este lugar em um ponto turístico, com visitação de escolas e da população. Precisamos ter um olhar diferenciado, com um pouco mais de cuidados sobre esta área, não só a preservação da lagoa e sim do espaço como um todo”, frisou a vereadora.

“A nossa intenção é mostrar as pessoas a beleza da paisagem e ainda conscientizar sobre a importância da preservação da natureza, pois aqui no parque é um local no município onde ainda possui mata Atlântica”, destacou Diego.

História

42364528722_c6b816df2e_zEm 1928, um fazendeiro achou pedaços de rocha que considerou interessantes. Levou para análise e descobriu que se tratava de calcário. Com isso, a área foi vendida para a Companhia Nacional de Cimento Mauá, que aproveitou o material na construção da Ponte Presidente Costa e Silva (Rio-Niterói) e do Estádio Mário Filho (Maracanã). A fábrica foi visitada por grandes personalidades, incluindo alguns presidentes da república, sendo considerada uma das experiências mais bem-sucedidas de fabricação de cimento no país.

Com a exploração mineral, descobriram-se vestígios arqueológicos. E quando o calcário terminou, em 1984, restou uma depressão de 70 metros, que foi progressivamente coberta com água da chuva e de veios subterrâneos, erguendo um grande lago. Seis anos depois, em 1990, a Prefeitura de Itaboraí declarou a área de utilidade pública, através de um processo de desapropriação. Com isto, em 1995, nascia o Parque Paleontológico de São José, eleito pela Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep) órgão ligado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), um dos patrimônios da humanidade.

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