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Saúde
Prefeitura entrega 168 certificados de qualificação de curso de humanização em atendimento hospitalar
Por Saúde
Publicado em 22/12/2014
A secretaria municipal de Saúde realizou nesta quinta-feira (18), no Salão Nobre da prefeitura de Itaboraí, a entrega de certificados de qualificação profissional para 168 concluintes do curso introdutório a humanização no atendimento hospitalar.
As aulas foram oferecidas gratuitamente e fazem parte do processo de construção da política municipal de humanização (PMH), o Humaniza Itaboraí. Em julho deste ano, a secretaria de Saúde realizou o 1º Seminário Municipal Humaniza SUS. O encontro foi voltado para profissionais do Hospital Municipal Desembargador Leal Junior e das Unidades Básicas e de Saúde da Família com o objetivo de tornar a cidade a primeira do estado do Rio de Janeiro a lançar, de forma coletiva e pioneira, a sua política de humanização na Saúde. O evento contou ainda com a presença do consultor do Ministério da Saúde, da coordenação Estadual de Humanização, além membros do conselho municipal de saúde, gestores e representantes da sociedade civil.
A solenidade de abertura para entrega dos diplomas contou com a presença da consultora geral do município, Helenilza Cardozo, que representou o prefeito Helil Cardozo; o diretor geral do Hospital Municipal Leal Junior, Marcos Souza; da diretora de enfermagem, Lúcia Helena Rodrigues; e dos psicólogos Wagner Souza e Hilda Pascouto, responsáveis por ministrar o curso na unidade hospitalar.
Na ocasião, a consultora ressaltou os avanços obtidos pela gestão na área de saúde, como a climatização e instalação de televisores em todos os setores de internação, a substituição dos leitos antigos por camas elétricas, a troca da rouparia e outras melhorias que já refletem positivamente no atendimento aos pacientes que procuram o hospital municipal. Ela falou sobre a importância da realização de cursos de capacitação para o desenvolvimento profissional.
“Este é um tema difícil para cobrar do outro, porque não estamos preparados para oferecer em nossas relações sociais. E dentro de um hospital é mais complicado ainda, porque acredito que as ações práticas só se efetivam quando ninguém é melhor do que ninguém. Qualquer trabalho para dar certo deve ter um espírito de equipe, para que possam oferecer um bom atendimento ao usuário, que está numa unidade hospitalar porque necessita de ajuda. Temos que nos enxergar no lugar do outro, seja no leito hospitalar, na recepção das unidades, nas visitas domiciliares. Aprender a escutar mais do que falar. Espero que vocês coloquem em prática tudo que prenderam durante o curso. E ajudem a mudar a história do nosso hospital, fazer com que ele vire referência em atendimento humanizado”, afirmou.
De acordo com Hilda Pascouto o foco do curso foi passar, principalmente, diretrizes sobre acolhimento, relacionamento com o usuário e seus acompanhantes no leito, visitação e conhecer as insatisfações nas relações médico-paciente durante a permanência do paciente na unidade de saúde.
“Estamos finalizando um questionário qualitativo para medir o grau de satisfação do usuário no atendimento recebido. Mas já estamos coletando as informações relatadas pelos pacientes na Ouvidoria Hospitalar para melhorar os serviços de saúde. Sempre digo aos alunos que os profissionais de saúde escolheram estar ali. Mas o paciente, não. Então, precisamos estar atentos aos cuidados oferecidos a ele. E isso começa pelo respeito e educação no tratamento, antes mesmo da escuta médica”, ressaltou.
Humanização
A Política Nacional de Humanização (PNH) é uma proposta implantada pelo SUS que visa assegurar a atenção integral à população como estratégia de ampliação do direito e cidadania das pessoas. Lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, apresentada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) em 2004, visa à reorganização dos processos de trabalho em saúde, propondo transformações nas relações sociais, que envolvem trabalhadores e gestores em organização e prestação de serviços à população.
Pelo lado da gestão, busca-se a implementação de instâncias colegiadas, valorizando o trabalho em equipe, a chamada “comunicação lateral”, e democratizando os processos decisórios, com corresponsabilização de gestores, trabalhadores e usuários.
Texto Renata Nery
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