VOLTAR PARA O PORTAL DE NOTÍCIAS
Saúde
Saúde traça metas para erradicação da tuberculose
Por Saúde
Publicado em 06/11/2018
As equipes do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, em Itaboraí recebeu na manhã desta terça-feira (06/11), a visita do secretário municipal de Saúde, Júlio César Ambrósio, em mais uma ação para acompanhar de perto o trabalho que vem sendo desenvolvido junto a população.
“Queremos oferecer o melhor para os pacientes do Programa. Por isso, estou hoje me reunindo com toda equipe para conhecer de perto a unidade, o fluxo de como é o dia a dia, ouvir as necessidades do setor e tentar atender o mais breve possível”, comentou Júlio, reforçando que o município tem grande potencial para atender pacientes com tuberculose até mesmo de municípios vizinhos.
Junto com o assessor especial, Jorge Soares; da subsecretária de Atenção Especializada, Sônia Maria Vieira Rodrigues; da subsecretária de Atenção Básica, Lesley Batista Figueiredo; da coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Maria José Fernandes e sua equipe, o secretário de Saúde traçou novas metas e estratégias para diagnosticar a doença também em pacientes em outras unidades de saúde, como no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, nos atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu e demais unidades de saúde.
As novas estratégias terão como objetivo auxiliar no combate a doença no Brasil até 2035, de acordo com o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, seguindo a recomendação da Organização Mundial da Saúde. No dia 27/11, uma nova reunião será realizada juntamente com outras equipes de Saúde, para reforçar as ações de intensificação.
“Quero muito agradecer o apoio e atenção que hoje estamos recebendo. E pra nós é muito importante sermos ouvidos e com essa parceria quem se beneficia é a população, que recebe um tratamento eficaz, resultado de um trabalho sério que desenvolvemos aqui”, disse a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, Maria José Fernandes.
Diagnóstico da tuberculose em até 12h
A cidade de Itaboraí conta com uma ferramenta importante para o diagnóstico rápido de doenças, entre elas, a tuberculose. É no Laboratório Municipal de Saúde Pública, no Centro, que os exames são realizados e a doença diagnosticada, com no máximo, um dia.
De acordo com a coordenadora do programa, Maria José Fernandes, Itaboraí sai à frente de outros municípios quando o assunto é rapidez nos diagnósticos para a doença.
“Toda essa rapidez se dá a partir de esforços, parcerias e conquistas realizadas ao longo de anos com um trabalho sério e eficaz dento do município. Assim equipamos nosso laboratório, conquistamos equipamentos modernos e eficazes, primordiais contra a tuberculose, como o teste rápido molecular”, comentou a coordenadora do programa, Maria José Fernandes.
Segundo ela, a cidade de Itaboraí está à frente de municípios vizinhos com relação à rapidez do diagnóstico porque precisam, muitas vezes, enviar as amostras para outras cidades, atrasando assim, o início do tratamento. Itaboraí realiza suas análises na próxima cidade, tendo até 72h para dar o resultado do exame ao paciente. Mas isso é entregue no mesmo dia, se o paciente realiza seus exames na parte da manhã ou no dia seguinte, se são realizados na parte da tarde, mas sempre com, no máximo, de 12h após a coleta.
Em um de seus equipamentos de auxílio rápido para o diagnóstico, um pequeno aparelho, mas muito eficiente, vem potencializando o tratamento dos pacientes da cidade. É o teste rápido molecular, disponível gratuitamente, o exame detecta, além do DNA do bacilo causador da tuberculose, a resistência à rifampicina, principal medicamento para o tratamento da doença, em aproximadamente, duas horas e meia, trazendo agilidade ao diagnóstico.
Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a tuberculose continua sendo a segunda doença infecciosa mais mortal no mundo, atrás apenas da Aids. De acordo com a OMS, no Brasil foram registrados 71 mil casos, o que coloca o país na 17ª posição em número de casos entre os 22 países de alta carga de tuberculose.
“Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose tem cura. Mas para que haja um controle efetivo da doença é indispensável que se detecte a tuberculose ativa e comece o tratamento, que é prolongado, com duração de no mínimo, seis meses. Após duas semanas tomando o medicamento não há mais a transmissão”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Júlio César Ambrósio, ressaltando que a cultura do escarro para realização do exame pode ser feito em todas as Unidades de Saúde da Família – USF.
A tuberculose afeta principalmente aos pulmões. A transmissão da doença acontece através do espirro, tosse ou fala de uma pessoa já contaminada. A infecção pela bactéria (Baciolo de Kock) da tuberculose é transmitida pelo ar, através de gotículas contendo o bacilo eliminadas pela expiração de pacientes com tuberculose pulmonar ativa. A pessoa que aspira os bacilos da tuberculose poderá adoecer ou não, dependendo da quantidade de bacilos aspirados e do seu sistema imunológico.
“Todas as pessoas que apresentam tosse com ou sem catarro por mais de três semanas, pode ser tuberculose, é preciso investigar. Febre, emagrecimento, perda de peso é um sinal de alerta. É necessário procurar a Unidade de Saúde da Família – USF, mais próximo da residência”, comentou a coordenadora do Programa Municipal de Combate a Tuberculose, Maria José Fernandes, lembrando ainda que o tratamento está disponível gratuitamente em todas as USFs, além do Ambulatório Central, localizado na Rua Desembargador Ferreira Pinto, nº 9, Centro.
Por Marcely Figueiredo
Noticias em Destaque