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Saúde
Em época de férias, Itaboraí investe na prevenção de acidentes com crianças
Por Saúde
Publicado em 13/12/2014
Cruz Vermelha: 90% das ocorrências podem ser evitadas. Confira as dicas
Com a chegada das férias escolares e a proximidade das festas de fim de ano, começam os passeios a praias e piscinas, os pedidos para dormir na casa dos colegas e as visitas a parques e shoppings. Práticas que costumam tirar o sono de muitos pais que se preocupam com a segurança dos filhos. Também nesse período, os pequenos costumam ficar mais em casa. Com tanta diversão, o risco de acidentes pode aumentar e, como diz o ditado, com criança, todo cuidado é pouco!
Basta olhar ao redor para identificar situações, substâncias e objetos potencialmente perigosos: materiais de limpeza, piscinas, escadas, fogão, tomada, objetos pontiagudos e tantos outros. Por isso, o programa municipal de Atenção Integral à Saúde da Criança e do Adolescente (PAISCA) de Itaboraí faz um alerta aos pais, alunos e profissionais de cinco centros municipais de educação infantil e também do Abrigo Institucional Dr. Ewaldo Saramago Pinheiro, sobre prevenção de
acidentes na infância e primeiros socorros.
Em encontros realizados entre os dias 2 e 8 de dezembro, a coordenadora Dayelle Sesano explicou a importância dos responsáveis estarem atentos com os pequenos, que não têm noção de riscos.
“As crianças são curiosas, vão sempre procurar motivos novos para entretenimento. O adulto tem sempre que supervisionar, manter vigilância constante, não pode ter distrações, nem com celular. Acidentes são evitáveis e todo cuidado é pouco na segurança”, alertou.
As palestras foram apresentadas nas instituições por César Bastos Nunes, instrutor da Cruz Vermelha de Itaboraí, que ensinou noções básicas de primeiros socorros e prevenção de acidentes. Segundo o socorrista, nos bebês de até quatro meses os casos mais comuns são asfixia, queimaduras, quedas e afogamentos. As crianças de até um ano costumam sofrer mais com quedas, intoxicações e choques elétricos. Já nas crianças de 3 a 5 anos, os acidentes mais frequentes são atropelamentos, além de quedas costumeiras de bicicleta, patins e skate.
“A gente tem a impressão que nossa casa é um ambiente seguro, mas é preciso ter muito cuidado e atenção. A prevenção está ligada à presença do adulto, e todas as brincadeiras devem ser vigiadas”, orienta.
A tia de Lougan de Aquino, 4 anos, aluno do CEMEI Maria das Dores Pereira Bezerra, localizada no bairro Outeiro das Pedras, passou por maus momentos com o menino. Muito levado, a criança encostou a mão, sem querer, no ferro de passar roupa da mãe. Resultado: vermelhidão na pele e muito choro.
“Ela estava passando as roupas dele e precisou ir ao banheiro. Escutou um barulho de alguma coisa caindo no chão e, logo depois, o choro do menino. Queimou um pouco, lavamos com bastante água para aliviar a dor. Ele mexe em tudo, tem muita energia, mas sempre estamos atentos e minha irmã não deixa ele sozinho. Criança cega a gente mesmo!”, contou.
Confira algumas dicas do socorrista da Cruz Vermelha para evitar sustos dentro de casa:
Queimaduras – Esses casos necessitam de atenção especial. Normalmente, a queimadura ocorre ao lado do fogão, quando crianças derrubam panelas e o conteúdo dela sobre o corpo. Use as “bocas” de trás do fogão. Deve-se evitar cabo de panela voltado para fora, brincadeiras com álcool e fogo, uso de fogos de artifício e também ferro de passar roupa.
Afogamentos – Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os locais sejam considerados rasos. É primordial cercar piscinas em casas onde há crianças.
Quedas – Além de observar e fornecer as orientações de comportamento e segurança para as crianças, os pais devem tomar providências como usar protetores nas tomadas elétricas e nas quinas dos móveis; não deixar cadeiras, camas e bancos perto de janelas; e providenciar antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões.
Intoxicação – Em casos de ingestão de inseticidas, chumbinho, medicamentos, álcool, produtos de higiene, limpeza e outras substâncias tóxicas, a primeira providência dos pais deve ser levar a criança para uma emergência hospitalar, para que os profissionais identifiquem a substância e o tratamento que será adequado para aquela situação.
Brinquedos – Na hora de escolher os brinquedos, considere a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procure brinquedos com o selo do Inmetro. Fique atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas).
Trânsito – No carro, crianças com menos de 10 anos devem se sentar no banco de trás, em cadeiras de segurança de acordo com o seu tamanho e até 36 Kg. Acima de 1,45m de altura, elas devem usar sempre o cinto de segurança de 3 pontos. Ensine a criança a se comportar com segurança no trânsito: parar na calçada e olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, somente sobre a faixa de pedestres e com o farol aberto para elas.
Texto Renata Nery
Fotos Edimilson Domingos
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