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Educação
Itaboraí celebra Dia do Índio
Por Educação
Publicado em 20/04/2017
A Prefeitura de Itaboraí, por meio da Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres (CHAT) celebrou na noite da última quarta-feira (19/04), o Dia do Índio. Para comemorar, a Chat abriu as portas para receber a exposição “O Rio de Janeiro continua Índio”, da Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM). A exposição com visitação gratuita vai até o dia 30 de abril, sendo de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Centenas de pessoas foram prestigiar a inauguração da exposição, que ofereceu ao público, uma visão multidisciplinar da presença e do legado indígena dos povos originários no Rio de Janeiro, desde a invasão de Pindorama pelo colonizador europeu até a Aldeia Maracanã nos dias de hoje. Além de registrar a milenar presença ancestral dos povos indígenas no Brasil, dando a eles a visibilidade e importância que a história oficial nem sempre reportou, valorizando sua contribuição histórica, cultural e étnica na formação do povo brasileiro.
O vice-prefeito, Dr. Wanderson Dias deu as boas-vindas e destacou a importância dos ancestrais indígenas. “Os índios possuem extrema importância, pois foram os fundadores do nosso país, muito antes dele se chamar Brasil. E ainda contribuíram para história desta cidade, o nome de Itaboraí significa Pedra Bonita em Tupi Guarani”, disse o vice-prefeito.
O evento contou ainda com o coral Grupo Guarani Mirim, de Itaipuaçu, em Maricá, que mostrou um pouco da sua cultura, com danças e cantos de louvores aos deuses. Exposição e venda de artesanato indígena e mesa de debate sobre a cultura indígena no Rio de Janeiro e no Brasil, com a presença do Dr. João Baptista Damasceno; o cacique Carlos Tukano; o indigenista e ativista Toni Lotar e a secretaria executiva da AIAM, Marize Guarani.
Para o presidente da AIAM, o cacique Carlos Tukano, é muito importante poder passar essa troca de saberes e não deixar que a cultura indígena desapareça. “Nossas crenças, espiritualidade, louvores e outros são passados de geração para geração. Como não documentamos em escrituras, os pajés morrem com esses ensinamentos. O Governo Federal deveria nos dar mais auxílio, e não apenas no Dia do Índio”, disse o cacique agradecendo e elogiando a Prefeitura de Itaboraí pelo convite e homenagem pelo dia.
O indigenista, Toni Lotar, aquele que atua como uma espécie de mediador entre os índios e a sociedade, com objetivo de articular políticas públicas, agradeceu a oportunidade de expor a história do Índio.
“O índio não é uma peça de museu, e sim um cidadão contemporâneo. O Brasil conta com aproximadamente 300 povos indígenas, que mantém sua cultura, espiritualidade e brasilidade. Só no Rio de Janeiro são cerca de 16 mil indígenas auto declarados pelo senso do IBGE. E sete aldeias, sendo quatro em Paraty, duas em Maricá e uma em Angra dos Reis”, falou Toni.
Engajado com projetos sociais no município, o morador do Retiro São Joaquim, Plínio Pascoal compareceu ao evento e levou 13 adolescentes que fazem parte do projeto social Centro Esportivo Pedagógico Plínio Pascoal, que atende aproximadamente 100 pessoas de 5 a 20 anos de idade.
“Quero parabenizar a nova postura da Casa de Cultura, de provocar esses movimentos de arte, cultura, música e outras. A valorização dos índios, nossos ancestrais e donos dessa terra é uma questão de humanidade. Além de aproximar diferentes etnias e mostrar a verdadeira história do índio”, disse Plínio.
A exposição é uma verdadeira viagem cultural através dos séculos, especialmente montada com uma perspectiva histórica e antropológica da presença indígena no Rio, criada pelo Museu do Índio/FUNAI, em conjunto com a Comissão Pró-índio/UERJ.
A Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, fica localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, nº 303, Centro – Itaboraí.
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