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Saúde
Itaboraí vacina viajantes contra a febre amarela
Por Saúde
Publicado em 06/02/2017
Após o pior surto de febre amarela, ocorrida nos últimos meses no Brasil, principalmente em Minas Gerais, Estado onde foram registrados mais casos da doença, o número de pessoas que procuram o Posto de Saúde Prefeito Milton Rodrigues da Rocha, no Centro de Itaboraí aumentou consideravelmente.
Segundo a coordenadora de Imunobiológicos, Norma Sueli de Oliveira, a vacina contra a febre amarela faz parte do calendário básico de vacinas, nas áreas recomendadas pelo Ministério da Saúde, áreas consideradas de risco (endêmicas) e deve ser aplicada em pessoas a partir dos nove meses até 59 anos de idade. Além de pessoas que viajam ou residem em região de mata próximas destas áreas.
“A recomendação de vacina neste momento é para pessoas que irão viajar neste período, para áreas em que haja casos de febre amarela, como por exemplo, o Estado de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo e outros. A vacina de febre amarela tem que ser agendada, por conta do seu tempo de duração. A dose, após diluída, tem validade de apenas quatro horas. Não podemos desperdiçar, sabendo que muitas pessoas precisam”, destacou Norma.
O Posto de Saúde Prefeito Milton Rodrigues da Rocha está em obras, mas todo seu atendimento está sendo realizado no antigo hospital municipal, ao lado do posto de Saúde. Para realizar o agendamento é preciso levar o comprovante de viagem para os próximos dias ou provar ser caminhoneiro, por exemplo. A vacina contra a febre amarela só deve ser administrada no paciente que, de fato, corre o risco de contaminação da doença. A vacina, em duas doses, tem validade de 10 anos e não é recomendada para idosos, gestantes, mães que amamentam, pessoas com doenças imunodepressoras e autoimunes, uso de corticóides, alergia a ovo e febre, a não ser por avaliação médica.
Vale ressaltar que o Estado do Rio de Janeiro não é área de recomendação desta , visto que não registrou sequer um caso suspeito da doença. Portanto, não é necessário que os moradores se imunizem, a menos que tenham viagem marcada para lugares onde há ocorrência da enfermidade. Em caso de viagens internacionais, deve seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional.
A moradora de Venda das Pedras, Dilceia Batista foi na manhã desta sexta-feira (03/02), ao setor de vacinação para se imunizar, juntamente com seu esposo e os dois filhos. A família está com viagem marcada para o Espírito Santo, próximo ao local onde macacos foram encontrados mortos, por suspeita de febre amarela.
“Realmente ficamos com medo, após ouvirmos diversos casos na mídia. Por isso fizemos o agendamento, através do posto e viemos tomar a vacina hoje. Viajaremos no dia 24 deste mês e já vamos imunizados, pois a vacina só faz efeito após 10 dias na aplicação.”, disse Dilceia.
A coordenadora de Imunobiológicos acredita que após o período de carnaval, onde muitas pessoas viajam, e com a contenção do surto, vai diminuir muito a procura pela vacina no posto. “Sempre tivemos esta vacina, o Ministério da Saúde via Secretaria Estadual de Saúde nos envia aproximadamente 30 doses por mês, sendo que este mês nos enviaram uma cota extra, por conta da grande procura”.
Além da vacina contra a febre amarela, o posto de Saúde realiza o agendamento da vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG), oferecida às crianças logo após o nascimento e em dose única. Conta ainda com a aplicação de todas as vacinas do calendário básico do Ministério da Saúde, e não precisa de agendamento. Dentre elas, as vacinas Antitetânica, Hepatites A e B, Meningite e outras.
Febra Amarela
A febre amarela é causada por um vírus encontrado em regiões tropicais da África e das Américas. Ela afeta principalmente seres humanos e macacos, e pode ser transmitida pelo mesmo tipo de mosquito que espalha a dengue e o vírus da zika, o Aedes Aegypti.
No caso do Brasil, o Ministério da Saúde informou que a doença está sendo registrada apenas em áreas rurais, silvestres e de mata, por enquanto. Os mosquitos que a transmitem nessas regiões são o Haemagogus e o Sabethes. Os sintomas iniciais desta doença são febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.
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