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Educação

Jovens de Itaboraí interpretam expoentes do século XIX

Por Educação

Publicado em 25/06/2015

A professora e pesquisadora Regina Ferreira apresentou a palestra sobre a vida do escritorPara uma geração que já nasceu conectada e está habituada à forma rápida e prática de comunicação na internet, lidar com os livros escritos em um século em que ainda nem eram vivos pode ser bastante desafiador. Não tanto para dois jovens Itaboraienses que interpretaram, nesta segunda-feira (23), o teatrólogo João Caetano e o romancista Joaquim Manoel de Macedo, patrono da Biblioteca Municipal. Este último, se estivesse vivo, completaria 195 anos nesta quarta-feira (24).

O cenário da apresentação foi a própria biblioteca, em funcionamento no Centro de Itaboraí. Ela foi a primeira unidade pública do gênero no país, fundada pelo próprio Joaquim, há 141 anos. Foi nesse local, que remete ao século 19, que Anderson Luiz, 33 anos e Marcelo Junior, de 20, reviveram dois dos maiores expoentes da literatura brasileira.

O convite para os jovens interpretarem os autores de uma linguagem um tanto quanto complicada para os tempos atuais, foi do professor de teatro e coordenador da Casa do Artista de Itaboraí, Zeca Palácio.

“Eu estou surpreso com o convite. Ingressei no teatro há apenas três meses na Casa do Artista, mantida pela prefeitura. Nesse período, venci o Festival Municipal de Esquetes como melhor ator e recebi o convite para interpretar esse papel de extrema importância para a  história de Itaboraí”, conta Marcelo Junior.

Encenação celebra aniversário do autor de “A Moreninha”

A apresentação fez parte das atividades comemorativas que celebraram o aniversário de Joaquim Manoel de Macedo, autor de “A Moreninha”, um dos principais clássicos da literatura brasileira.

“As histórias contadas por ele são um reflexo histórico, social e cultural de sua época. Ele teve uma visão de mundo, já naquele tempo, que poucos autores observaram. Além disso, Itaboraí, sendo sua cidade natal, teve influência em muitas de suas obras, como ‘O Rio do Quarto’”, ressaltou a professora e pesquisadora Regina Ferreira.

Pela manhã, foi realizada contação de histórias para os alunos da rede municipal e visitas ao busco de Macedo que fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, próximo à biblioteca. Já à tarde, ocorreram as leituras, a palestra e a apresentação teatral sobre a vida e a obra deste ilustre cidadão itaboraiense, que também foi dramaturgo, cronista literário e escreveu ainda outros 17 romances, 16 peças teatrais e um livro de contos.

 

No final da apresentação foi feita a abertura oficial da ‘Exposição de Obras Raras” na qual foram expostos livros como: “A Carteira de meu tio”, “Rosa”, “A Namoradinha”, “A Moreninha” e a “A Luneta Mágica”.

 

“Nosso objetivo é manter viva a memória de Joaquim Manuel Macedo, principalmente para a população local. Ele foi fundamental para a história de Itaboraí e, até hoje contribui para o reconhecimento da cidade”, afirmou o diretor da Biblioteca Municipal Joaquim Manuel de Macedo, Wanderson Silvas.

 

A biblioteca fica na Praça Marechal Floriano Peixoto, 39, no Centro de Itaboraí, e funciona das 8h às 17h. Mais informações pelo telefone 3936-2031 ou pelo e-mail: bibliomacedo@itaborai.rj.gov.br

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