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Saúde
Pesquisa feita em Itaboraí será apresentada nos EUA
Por Saúde
Publicado em 25/03/2015
Nesta primeira etapa, as pesquisadoras coletaram informações e analisaram os serviços da Rede Municipal de Saúde. No total, foram realizadas cerca de 50 entrevistas com médicos e pacientes em tratamento, nas Unidades Básicas de Saúde distribuídas pelos bairros do município. Para ajudar no mapeamento e organização dos dados, a equipe de Annika está utilizando uma tecnologia chamada Open Data Kit (ODK), criada por desenvolvedores do departamento de Ciência e Engenharia da Computação da Universidade de Washington. O pacote de ferramentas, segundo as pesquisadoras, permite a coleta de dados com dispositivos móveis e o envio deles para um servidor online, mesmo sem conexão com a internet ou com o serviço de telefonia celular no momento do recolhimento das informações. Após a conclusão dos trabalhos em Itaboraí – que deve ocorrer antes da Conferência Internacional, todas as informações ficarão à disposição da SEMS e auxiliarão na implementação de estratégias de controle da tuberculose na cidade.
Segundo Annika, uma das propostas do projeto é capacitar os profissionais da SEMS no uso da tecnologia para futuros projetos. Ainda segundo ela, o tema da pesquisa foi escolhido em virtude dos indivíduos deprimidos com tuberculose terem menos probabilidade de procurar o tratamento imediato e de tomar medicamentos continuadamente. Isso, segundo ela, pode levar à resistência aos antibióticos e à elevação da mortalidade.
“O que nós queremos é auxiliar a preparação de um estudo-piloto para integrar o tratamento da depressão e tuberculose no sistema de saúde pública, utilizando Itaboraí como um modelo a ser utilizado em todo Brasil e em outros países”, afirmou Annika Sweetland.
A próxima etapa da pesquisa prevê a realização de entrevistas com especialistas envolvidos no planejamento e supervisão dos serviços de tuberculose e sugestão de intervenções nas unidades de saúde.