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Saúde
Postos de Saúde de Itaboraí já vacinam gestantes contra coqueluche
Por Saúde
Publicado em 12/11/2014
As gestantes de Itaboraí já podem receber imunização contra coqueluche. Todas as 35 Unidades de Saúde da Família (USF’s) do município, as seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a Policlínica de Especialidades Médicas Vereador José de Oliveira (Filoco), em Manilha, aplicam desde segunda-feira (10) as doses do dTpa, que também protege contra difteria e tétano. A vacina – que estará disponível o ano todo – é indicada para mulheres entre a 27ª e a 36ª semana de gestação (sétimo e o nono mês), podendo ser administrada até 20 dias antes da data provável do parto. A expectativa da secretaria municipal de Saúde é vacinar aproximadamente três mil grávidas em um ano.
Com a dose para as mães, a proteção dos bebês se dará por meio da transferência dos anticorpos maternos para o feto, através da placenta, diminuindo a incidência dessas três doenças nos primeiros meses de vida dos recém-nascidos até que se complete o esquema vacinal da criança. O secretário municipal de Saúde, Edilson Francisco dos Santos, ressalta que a vacina dTpa passa a fazer parte do Calendário Nacional de Imunização e não se trata de mais uma campanha de vacinação.
“É a primeira vez que este imunizante é dirigido à gestante. A partir de agora ela fará parte da nossa rotina de vacinação, protegendo contra a coqueluche, difteria e tétano”, afirmou Edilson. “Não existe contraindicação para a dTpa. As reações são muito raras, sendo comum
apenas a dor temporária no local da administração”, acrescentou.
As gestantes que moram em áreas de difícil acesso poderão receber a dose a partir da 20ª semana para que não se perca a oportunidade de imunizá-las. O esquema consiste em uma dose única de dTpa a cada gravidez. A gestante deve tomar ainda outras duas doses da vacina dT (dupla adulto) para complementar a imunização contra difteria e tétano. Para as mulheres já vacinadas com as doses necessárias da dT, basta aplicar mais uma da nova vacina para garantir proteção também contra a coqueluche.
A preocupação em adotar a nova vacina para as mulheres grávidas se deve ao aumento dos casos de coqueluche em crianças menores de um ano de idade. Esta é uma doença infecciosa grave, com alta taxa de transmissão. As consequências podem levar à morte ou deixar sequelas, como problemas cardíacos no bebê.
Segundo o Ministério da Saúde, dos 6.368 casos da doença registrados no país em 2013, cerca de 70% foram nessa faixa etária, a maioria em bebês com menos de três meses de vida e que ainda não completaram o esquema vacinal contra a doença.
O Calendário Nacional de Vacinação prevê doses contra a coqueluche aos dois, quatro e seis meses de idade da criança, com a vacina Tetravalente, além de dois reforços com a Tríplice Bacteriana – o primeiro aos 15 meses e o segundo entre quatro e seis anos.
Texto Renata Nery
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