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Reforma do Teatro Municipal começa na segunda-feira (14)

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Publicado em 14/09/2015

Milton Duarte arquiteto, Claudio Rogério diretor da FCI,  Paulo Lauro Monteiro arquiteto, Tiago Atzevedo diretor da casa do Artista  e Antônio Carlos Bento Fechado há mais de dois anos, a casa de espetáculos será reinaugurada em setembro do ano que vem

O Teatro Municipal João Caetano, em Itaboraí, começa a ser reformado na próxima segunda-feira, dia 14. Fechado há dois anos e cinco meses pela Defesa Civil, por falta de segurança estrutural, a casa será reinaugurada em setembro do ano que vem. Orçada em R$ 1.168.961,06, o custo da obra terá RS 1.075.444,18 de recursos federais, por meio do Ministério do Turismo, com contrapartida municipal de R$ 93.516,88.
Situado na Praça Marechal Floriano Peixoto, no Centro, o teatro ocupa uma área de 552,24 m², dividida em três pavimentos, com capacidade para 134 assentos. Técnicos da empresa J. Oliveira Prates, que executará os trabalhos, e representantes da Prefeitura fizeram uma visita técnica ao teatro nesta quinta-feira (10). Presidente da Fundação Cultural de Itaboraí (FCI), o historiador Cláudio Rogério Dutra diz que o teatro terá acessibilidade para pessoais com deficiência e sistemas de som e iluminação do nível das grandes casas de espetáculos.
“A classe artística de Itaboraí espera ansiosa por sua reativação”, observa Dutra.
Dutra lembra que o teatro foi fechado em 2013, por medida de segurança.
“Quando o prefeito Helil Cardozo assumiu a gestão, mandou fazer vistoria em todos os prédios públicos da cidade, e o teatro foi um deles. Fizemos algumas alterações no projeto original, garantindo acessibilidade e saídas de emergência eficientes, que estão entre nossas prioridades”, revela o presidente do FCI.
“Queremos que o teatro seja referência em tratamento de iluminação cênica, de acústica adequada e de segurança”, acrescenta Milton Duarte, arquiteto do departamento de Patrimônio Histórico da FCI.
Arquiteto responsável da J.Oliveira Prates, Paulo Lauro Monteiro irá acompanhar e perto os trabalhos.
“Já construímos mais de 30 auditórios com a estrutura parecida com a deste teatro, e temos um corpo técnico diverso para as necessidades de cada obra”, afirma Monteiro.
O ator Tiago Atzevedo, diretor da Casa do Artista de Itaboraí, afirma que os alunos da escola não veem a hora de ver o teatro pronto.
“Para eles, que estão começando na carreira, será de suma importância ter uma casa de espetáculo em sua cidade de origem”, revela Atzevedo. “Desde quando conheci este teatro, sempre sonhei em vê-lo funcionando com toda a infraestrutura de uma casa de espetáculos, de fato, profissional. A primeira vez que subi neste palco, eu tinha 12 anos”, relembra o ator.

Interdição

Em abril de 2013, já na gestão do prefeito Helil Cardozo, a Defesa Civil interditou o teatro.
“Foram constatados na vistoria problemas na instalação elétrica e no sistema de combate a incêndio, além de irregularidades na saída de emergência, que não atendia às exigências do Corpo de Bombeiros”, lembra o presidente da FCI, Cláudio Rogério Dutra.
Nas dependências do teatro foram encontrados problemas no quadro elétrico, infiltração, telhas quebradas, banheiros sem ventilação adequada e falta de iluminação e de manutenção do palco, entre outras irregularidades. Dutra lembra que, além dos problemas estruturais, o teatro também não oferecia condições técnicas para apresentações de alto nível, nem de conforto para a plateia.
“No inínio da atual gestão, encontramos o teatro sem poltronas, sem ar condicionado e também sem sistemas de som e luz”, lembra.

História

Construído pelo coronel João Hilário de Menezes Drummond, em 1827, o Teatro Muicipal de Itaboraí foi o primeiro a receber, em 1863, o nome do dramaturgo João Caetano, um dos mais importantes atores do paísm que é natural do município.
A casa de espetáculos sofreu algumas mudanças e adaptações, primeiramente em 1924, no seu interior, e de fachada em diversas outras ocasiões. Em 1974, após períodos de abandono e descasi, já em ruínas, teve o restante de suas paredes demolidas.
Em 1985, o então prefeito João Baptista Caffaro promoveu sua reconstrução com uma nova fachada, que permanece até a atualidade. No entanto, a obra nunca teve sua conclusão definitiva, pois  carecendo de equipamentos adequados, tratamento acústico, climatização, além de alguns aspectos arquitetônicos.

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